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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Não Sou Capaz





Minhas lágrimas são fervorosas
Chegam a derreter as retinas
Onde cegam meu olhar,
Por mais que eu tente te esquecer,
O coração teima em te encontrar.

O silencio geme dentro de um vulcão
De dor e melancolia,
Onde a tristeza disputa o lugar com a saudade,
Um lugar disperso com cheiro de morte,
Vou vagando por ai...
A mercê da própria sorte.

Eu não me reconheço
Diante de um espelho a imagem é turva,
Os dias não têm mais cor...
Sumiu o azul do céu,
Tudo esta cinzento,
Nada mais tem valor.

Como pode a tua ausência
Doer tanto assim,
A ponto de me matar e continuar vivendo,
A dor é grande demais
Nada me satisfaz...
Por mais que eu tente
Esquecer-te,
Não sou capaz.

Rosangela das Graças Schivei

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